sexta-feira, 22 de julho de 2011

Educação e Mídia: Um espaço de conexões não lineares.

 

Participei na última terça-feira, da mesa redonda 'Educação e Mídia: Um espaço de conexões não lineares' na III Semana da Educação em São José e trouxe para o blog, as falas das Profª Dra. Maria Luísa Belloni e Maria Helena Bonilla, em suas respectivas apresentações.


Achei o evento super bacana e o mais legal: totalmente gratuito!!


São José deu um excelente exemplo de como organizar um evento, pois ao chegar recebi pastinha e crachá com controle digital, havia também lanche de produtos orgânicos, com biscoitos, café e frutas, além dos banheiros do Espaço Multiuso serem totalmente limpos e o local das palestras ser grande e bem distribuído, com cadeiras, dois telões grandes, e na abertura, ainda pudemos apreciar apresentações culturais das crianças. Muito legal mesmo!!!
 

Vamos às palestras:

Tecnologias Digitais na Educação: desafios e possibilidades
Drª Maria Helena Silveira Bonilla

DESAFIOS

Bonilla fez uma apresentação com slides e partiu de tópicos para aprofundar algumas questões.
Considerando um público de professores, com formações diversificadas, achei que ela foi bem objetiva e clara nas suas explanações! Adorei!!

Diferenciou a tecnologia analógica e digital com palavras-chaves numa VIRADA CONCEITUAL:

Analógico: extensão, sentidos, TV, jornal, rádio – AUMENTO DO ALCANCE MUSCULAR
Digital: proposições, matematização de dados - GERENCIAMENTO E MANUSEIO DE DADOS

Transformação na velocidade, fragmentação, aceleração, turbulências de informações e conhecimento.

Diante dessas transformações a sensação é de desamparo, de incertezas, de estar perdido, de não dar conta.

“O todo é inalcançável!” diria Pierre Levy

A pergunta é: Como dar conta?!!

Redes e conexões

É importante ressaltar que com as mudanças tecnológicas, a articulação de conteúdo não é mais vertical, e sim, HORIZONTAL. Não se depende mais de grandes mídias para produção. As possibilidades foram ampliadas, permitindo novas potencialidades, que há 20 anos atrás não existiam.

Bonilla fala da convergência de mídias, onde informação e conhecimento convergem em um único aparelho, que detém múltiplas funções e onde ocorre um fluxo intenso de conteúdos, como áudio, imagens, vídeos, textos, etc, além da própria hibridização. E tudo isso só foi possível com a tecnologia digital, não-linear, pois na analógica era impossível, por ser naturalmente linear.

A escola precisa pensar como se inserir nesse novo ambiente e nova realidade, afinal ela é responsável pela transmissão e produção de informação.

É importante mudar o conceito que se faz do uso do computador, como um lugar sem função, onde não se faz nada, pois hoje o estudante ‘estuda’ mais e na verdade, faz tudo ao mesmo tempo.

Outro fator determinante é mobilidade (wifi – rede sem cabos), onde a informação está na ‘palma da mão’ com os celulares e tablets, promovendo uma imersão midiática, e produzidos com tamanho cada vez mais reduzidos.

Se antes se falava em salas com computadores, agora a mobilidade permite outras possibilidades. Uma prova disto é a compra de tablets (ipad) pelo Ministério da Educação.

Bonilla então pergunta: Como vamos trabalhar a educação? Enquanto estivermos aprisionados em formas de ensino defasadas.

Ela coloca o exemplo de escolas na Bahia que em abriram as caixas de computadores que receberam, por não saberem lidar com o equipamento.

A formação dos professores não acompanha e não acompanhou o contexto tecnológico atual.
As escolas ao invés de aprender e pensar com as novas tecnologias, estão ‘tirando’ e ‘proibindo’ novas tecnologias em sala de aula,como os celulares, redes sociais, o que seria a saída mais fácil, diante do desconhecimento e despreparo em lidar com esta nova situação, mas essa atitude não prepara o aluno para a sociedade atual. Tirar o cotidiano do aluno de sala de aula (mídias), não o prepara para a realidade.

Bonilla então diferenciou as gerações da seguinte maneira:

Geração web 1.0: inserida num contexto, onde só era possível ACESSAR E CONSUMIR a informação.

Geração web 2.0: inserida num contexto onde os usuários estão migrando para ambientes de rede, participam, articulam, socializam e produzem mídia. Produção de informação e conteúdo, dentro e fora da escola. Inteligência Coletiva, cultura participativa – articulação do saber.

Obs.: Bonilla chegou a comentar rapidamente sobre a geração web 3.0: tem relação com Inteligência Artificial

Com isto, a escola perdeu o controle sobre o aluno e o desafio é justamente esse: Aprender a lidar com a autonomia de produção do aluno.

Como potencializar suas habilidades?

Bonilla também fala da COMPUTAÇÃO EM NUVENS, pois hoje não precisamos mais de computadores com grande capacidade de armazenamento. As informações se ‘estocam’ em redes, servidores e não se sabe ao certo esse caminho e não se tem mais controle. O acesso a informação é rápido, mas deletar um e-mail, não significa deletá-lo definitivamente do banco de dados do servidor.

Bonilla então questiona: Como fazer?

É preciso mexer nos currículos e mexer com a linearidade do ensino. E fazer isso, causa estranhamento, insegurança, incerteza e desconforto. A reação é de negação e resistência.

Se antes na geração web 1.0, se considerava a pesquisa na internet como ‘cópia’, é preciso repensar, já que hoje é possível produzir conteúdo, além de só consumir.

Como então trabalhar e fugir da idéia de consumo e cópia?

Fugindo da idéia e concepção de tecnologia como FERRAMENTA.

O computador não deve mais ser considerado uma ferramenta extra, porque é essencial.
É preciso pensar o computador como um AMBIENTE, e sair da idéia de transmissão de informação para PRODUÇÃO.

Apresentar um trabalho no datashow é como apresentar no antigo retroprojetor. Só mudou o meio!
Mas antes que se cobre formação dos professores de Educação Básica, é preciso lembrar que na Universidade essa mudança precisa ser incorporada urgentemente. Repensar os currículos e investir na incorporação das mídias na sala de aula.

BANDA LARGA – Condição necessária para mudança

E para acesso a rede, é preciso ampliar a banda larga no Brasil. Por enquanto ela só atinge 50% da população urbana (nem se fala da área rural) e ainda é baixa. 300 computadores de uma escola conectados com velocidade de 1 Mega não serve pra nada, além dos jovens não terem paciência de esperar por tanto tempo. Sua atenção é frágil, numa era de ritmo acelerado.

Por isso, a banda larga para todos, inclusive aqueles que não tem condições de pagar é condição necessária para transformação na Educação.

POSSIBILIDADES

Diante dos desafios apontados, nem tudo está na capacidade de decisão do cidadão. Muitas mudanças dependem de políticas públicas.

É importante lembrar que o acesso à informação e comunicação é DIREITO HUMANO UNIVERSAL, e se hoje essa comunicação está num contexto de consumidor receptor-emissor, a interação é fundamental para produção descentralizada de conhecimento.

“Incorporar o jeito de ser! Jeito alt+tab” (Nelson Pretto)

As gerações atuais tem a capacidade de realizar multitarefas, mudando de janelas rapidamente, produzindo e consumindo conteúdo e novas linguagens. Ao invés de condená-las, deve-se absorvê-las, como é o caso do “internetês”, que apresenta muita potencialidade de comunicação, por ser uma comunicação através de códigos, natural e necessário num contexto onde o fluxo é intenso.

É preciso entender que este é um novo jeito de ser!! Os jovens de hoje fazem tudo ao mesmo tempo e as gerações passadas ainda funcionam no sistema ‘mono’, que faz uma coisa de cada vez.

A interação exige concentração, então o discurso de que os jovens não se concentram é equivocado.

É preciso também repensar a questão de autoria. Onde hoje existem leitores-autores, cada um constrói conhecimento de forma diferente e constitui seu próprio caminho.

Não somos mais apenas consumidores!!

A escola não pode mais ser apenas de leitura e escrita textual. É preciso incorporar NOVAS E TODAS linguagens, para estimular todas as habilidades (imagética, auditiva, etc), diferentemente desenvolvidas em cada pessoa.

É preciso apropriar-se das tecnologias como cultura contemporânea e não mais como ferramenta!!

Assim como o livro foi no Século 20 uma grande revolução, a Internet e a Tecnologia Digital correspondem na mesma proporção de importância no Século 21.

Outra questão: Como então relacionar educação e cultura?!

Inclusão Digital X Educação – ainda é feito fora do espaço da escola

Fazer não é suficiente para se apropriar. É preciso incorporar.
Políticas públicas não dão conta e muitas escolas só permitem acesso, sem uso pedagógico, ainda na idéia de tecnologia como ferramenta.

Como então integrar e articular o uso cultural, pedagógico, além da inclusão digital?!

Primeiro deve-se perder a ideia de apropriação de informação e aceitar a partilha de conhecimento.

Os ‘softwares livres’ permitem acesso livre ao CONHECIMENTO, com isso é possível remixá-lo, resignificá-lo, portanto é preciso repensar o conceito de PIRATARIA, COPYRIGHT e etc!!

Essa dinâmica da liberdade foge das estruturas fechadas das Grandes Mídias.
É preciso pensar na concepção de atores-autores, e na produção e socialização de conteúdo.

Autores – produtores – prepositores GERAM cultura – conhecimento – cidadania

ESPAÇOS DE PRODUÇÃO COLETIVA

As redes sociais, wikis, blogs, twitter, youtube, etc são ambientes virtuais de aprendizagem a té novos gêneros textuais!!

Nas escolas tradicionais ainda se tem a ideia de que cada um deve construir uma parte. Um não pode mexer na criação do outro. E esse conceito de apropriação precisa ser repensado!! Aceitar que o sujeito não aprende mais sozinho, pode compartilhar e colaborar.

É preciso estimular a criação, imaginação e articular local/global.
É preciso participar e procurar uma auto-organização a partir de cada realidade e criar espaços de reinvidação.

Basta observar os movimentos sociais mundiais, realizados a partir das redes sociais como a ‘Revolta da Catraca” em Floripa e revolução no Egito.

Essa mudança também é uma questão social e política!!

Na Bahia, nos projetos onde Bonilla está inserida há criação de um site para produção e postagem de VÍDEOS:


Outra alternativa é a WEB-RÁDIO – com um computador e um microfone é possível explorar a expressão oral, produção textual, articulando conhecimento escolar e cultural. E num contexto de pouca banda larga se apresenta como alternativa possível.

A orientação e mudança curricular exige tempo, por isso ainda é um processo de longo prazo.

Contatos: bonilla@ufba.br



Mídia-educação como eixo pedagógico para integração das TIC à escola

Drª Maria Luisa Belloni

A palestra de Belloni complementou a da Bonilla em vários aspectos, e acrescentou em algumas outras coisas.

Ela começou a apresentação, dizendo que a mídia-educação é um campo ainda novo de pesquisa. E comentou sobre a Tecnificação intensa da vida humana e sobre a compressão do tempo e espaço.

Democratizar o conhecimento, socializar novos gêneros e transmitir o saber são as formas de transformação do anima-homem em ser social. Aquele que não convive em sociedade, não se torna ser social.

É preciso desenvolver a cidadania para poder participar da sociedade. Conhecer as vantagens e desvantagens, riscos para escolher e decidir.

A desinformação é organizada pelas mídias de massa e eles interferem na vida social. Um exemplo disso é a
programação da televisão, com baixo nível de reflexão. Porque não se questiona? Porque somos obrigados a assistir e ter acesso a um conteúdo tão pobre?!

Por isso, como fazer das tecnologias instrumentos de cidadania?!
Como fazer das tecnologias instrumentos de expressão e criação?!

O cinema e o imaginário humano contribuíram para uma construção negativa da visão sobre a tecnologia.

É preciso colocar os usuários no centro do processo. A TV e a internet são as mídias mais importantes do processo de socialização.

Existem ainda muitas desigualdades a serem superadas e o reflexo disso é a quantidade de professores que ainda não se apropriaram das tecnologias. O acesso ainda corresponde a classe social. O abismo entre TV e Internet é imenso.

Para haver mudança é preciso articular na educação básica integral, tecnologias, projetos de aprendizagem inovadores, interação de linguagens, ciência, mídia e arte. Para a mídia-educação, os eixos integradores são a mídia e a arte.

É preciso compreender que existem novos meios de aprender:

Autodidaxia: gerações que aprendem de modo autônomo. Não se sabe exatamente porque acontece, mas acontece. A criança mexe sozinha e ensina os adultos.

Colaborativa
Múltiplas informações – processamento paralelo, já iniciado com o videogame.

Com essas novas formas de aprender, as teorias de aprendizagem não dão conta (Piaget, etc), por isso é necessário usar essa base e ir além.

Vivemos numa Era de Inversão de Papéis, crianças sabem mais que os adultos. Mas é preciso que o consumidor tenha consciência e desenvolva o senso crítico.

Novas possibilidades não determinam liberdade!!


Esta seria a dimensão da mídia-educação:

-Leitura crítica de mensagens. (Porque os jovens gostam tanto de vampiros?!)
-Meio de expressão indispensável para o exercício da cidadania, estimulando a participação ativa dos jovens.
-Ferramenta pedagógica – uso em situações de aprendizagem ou integração aos processos educacionais.

Belloni diz que ‘sem ler um livro, não se pode escrever’. (Não?!)

A mídia-educação seria um direito universal da criança, pois não é apenas inclusão digital (mera alfabetização da massa), mas um letramento audiovisual, uma formação crítica e criativa em ‘pixel’. Seria um domínio da leitura e escrita.

Mídia-educação como educação, expressão, informação, opinião e participação em decisões que lhes digam respeito. Formar cidadãos que exijam conteúdo (mercadoria) de qualidade.

‘Dominar as telas para não ser dominado por elas!’

Não só utilizar possibilidades das técnicas, pois por ser interativa cria a ilusão de ‘liberdade’. 

Sugestão de Escola-parque – educação integral com as TICs + Arte + Mídia-educação.

Modos de uso criativo, críticos e inteligentes podem fazer das TICs, meio de democratização do acesso ao conhecimento e à cultura, já que as mídias podem ser instrumentos poderosos de opressão.

Belloni fala da formação de professores e que já na Universidade o atraso é evidente: ensinar sem tecnologias!

Para ela, mídia-educação é o único meio de sintonizar cultura da escola com a cultura dos alunos.

PERGUNTAS E RESPOSTAS para BONILLA E BELLONI:

Após as apresentações, algumas perguntas foram colocadas para serem debatidas.

‘A escola não tem controle nem do livro didático, então como cultivar o uso do laptop?!’

Bonilla respondeu que é um problema que só pode ser resolvido com formação de professores.

‘Como envolver e mobilizar o professor para essa mudança?!’

Belloni diz que novas gerações são as que transformam a sociedade.

As velhas gerações devem ter a humildade de reconhecer que podem aprender com as novas gerações.

Não adianta formar o professor externamente, com formação continuada, cursos extras e afins, tudo fora do espaço da escola, é preciso acompanhar esse professor em sala de aula.

E para Belloni, trabalhar arte e mídia é o eixo central de integração com as TICs na educação.

‘Como fazer se ainda não há recursos?!’

Bonilla diz que é possível fazer com o mínimo, cabe ao professor estudar essas possibilidades.

‘Qual o papel da Universidade?!”
Bonilla diz que as políticas públicas são fragmentadas e isso dificulta o trabalho do MEC e das Secretarias. Uns não se comunicam (e nem querem) com os outros.

A própria universidade está atrasada. Existem ainda poucas pesquisas sobre o processo de aprendizagem atual e ainda menos sobre práticas diante deste novo contexto.

Bonilla ainda diz que apenas 20% das universidades públicas foram professores. 80% são formados em universidades privadas, onde não há controle e tanto comprometimento, a formação é defasada.

Belloni complementa que as novas gerações tem mais conhecimento que seus professores, doutores, etc, e por isso vivemos um período de transição, em breve, naturalmente os professores das novas gerações já ingressarão engajados com as novas tecnologias, onde o aprendizado é autônomo.

É preciso vislumbrar o futuro e não se amarrar no passado!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pausa necessária....


Mais um semestre do mestrado se encerrou e mais uma pausa é necessária para repor as energias... em agosto 1 ano de leituras, escrita, novos conhecimentos e experiências, se completa...

Porém essa pausa...será de muitas leituras e preparação para qualificação que se aproxima...

As disciplinas obrigatórias acabaram, mas começa agora, a necessária disciplina psicológica...'seja o que Deus quiser'!!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Seminário Estadual de Cineclubismo, Cinema e Educação

Dia 05 de julho - terça-feira 
Palestras com pesquisadores da área!!

E na parte sobre experiências, fui convidada a falar sobre a experiência da oficina de cinema da Escola da Ilha!! Vai ser bacana!!!

Confraternização - Turma Eco 2010

Quarta-feira, 22 de junho de 2011, tivemos nossa última aula de Linguagens e Mídias. 
E aí estão quase todos os colegas da Turma ECO 2011...

Kelly, Adriana, Ana, Ally, Gilson, Lauro
Mayra, Profª Dulce, Gabi
Paty e Tim
 
Não participei da primeira etapa da disciplina em abril, ministrada pela Profª Aracy, por estar viajando em lua de mel, mas a segunda etapa, conduzida pela Profª Dulce, se constituiu de seminários, onde todos os alunos apresentaram alguns livros da ementa da disciplina, articulados com outras leituras complementares. Foi bem produtivo e proveitoso!!

E finalmente no nosso último encontro, eu e meu colega Lauro, apresentamos "Cultura da convergência" de Henry Jenkins em tempo recorde de 1h30. Foi bem bacana!! 


Ao final, encerramos a aula com um lanche junino reforçado, com quentão, pipoca, cachorro-quente, pé de muleque, e eu levei uma nega-maluca no estilo "charge", com toques de bombom e amendoim! Estava uma delícia!!

Com este post, aproveito para incluir as fotos da confraternização de 2010, das disciplinas "Barthes e a Educação" e "Teorias da Educação" que também foram super especiais!!


sexta-feira, 17 de junho de 2011

"Arte-mídia" de Arlindo Machado

Li este livro semana passada, para a disciplina de "Linguagens e mídias" ministrada pela Profª Dulce, onde foi trabalhado no seminário "Arte e contracultura" de alguns colegas da disciplina (Ana, Rô, Gilson e Tim). O autor levanta várias questões interessantes para minha pesquisa, como a relação da arte com a mídia, da hibridização dos meios, entre outras relações, que compartilho aqui, através de passagens bem importantes do livro.

O livro é bem pequeno e fino, tem apenas 84 páginas, custa menos de R$15,00, e se divide em 3 partes, mais a introdução.


Arte-mídia: conceito para “designar formas de expressão artística que se apropriam de recursos tecnológicos das mídias e da indústria do entretenimento em geral, ou intervêm em seus canais de difusão, para propor alternativas qualitativas”. Compreende “as experiências de diálogo, colaboração e intervenção crítica nos meios de comunicação de massa” e “abrange também quaisquer experiências artísticas que utilizem os recursos tecnológicos recentemente desenvolvidos, sobretudo nos campos da eletrônica, da informática e da engenharia biológica.” (p.7) “Inclui também artes visuais e audiovisuais, literatura, música e artes performáticas”, além da “criação colaborativa baseada em redes, as intervenções em ambientes virtuais ou semivirtuais, a aplicação de recursos de hardware e software para a geração de obras interativas, probabilísticas, potenciais, acessíveis remotamente, etc”. “Engloba e extrapola expressões anteriores, como ‘arte&tecnologia’, ‘artes eletrônicas’, ‘arte-comunicação’, ‘poéticas tecnológicas’, etc. (p.8) (mídia-educação?!)

Arte e mídia: aproximações e distinções

“Mídia e arte. Que fazem eles juntos e que relação mantém entre si? Dizer arte-mídia significa sugerir que os produtos da mídia podem ser encarados como as formas de arte de nosso tempo ou, ao contrário, que a arte de nosso tempo busca de alguma forma interferir no circuito massivo das mídias? Em sua acepção própria, a arte-mídia é algo mais que a mera utilização de câmeras, computadores e sintetizadores na produção de arte, ou a simples inserção da arte em circuitos massivos como a televisão e a Internet. A questão mais complexa é saber de que maneira podem se combinar, se contaminar e se distinguir arte e mídia, instituições tão diferentes do ponto de vista das suas respectivas histórias, de seus sujeitos ou protagonistas e da inserção social de cada uma. O objetivo deste livro é buscar respostas a essa questão.” (p.8 e 9) (seria minha pesquisa uma forma de buscar também?!)

“A arte sempre foi produzida com os meios de seu tempo.” E assim como Bach e Stockhausen, que “buscavam extrair o máximo das possibilidades musicais de dois instrumentos recém-inventados e que davam forma à sensibilidade acústica de suas respectivas épocas”, outros artistas tem se esforçado em fazer o mesmo com os meios atuais. (p. 9)

Porque, o “artista do nosso tempo, recusaria o vídeo, o computador, a Internet, os programas de modelação, processamento e edição de imagem? Se toda arte é feita com os meios de seu tempo. As artes midiáticas representam a expressão mais avançada da criação artística atual e aquela que melhor exprime sensibilidades e saberes do homem do início do terceiro milênio.” (p.10)

A apropriação que a arte faz do aparato tecnológico contemporâneo “difere significativamente daquela feita por outros setores da sociedade, como a indústria de bens de consumo. Em geral, aparelhos, instrumentos e máquinas semióticas não são projetadas para a produção de arte.” São feitas para produção em larga escala, como o caso do fonógrafo, que desembocou na poderosa indústria fonográfica, mas nunca para a produção de objetos singulares, singelos e ‘sublimes’.” (p.10) (Será?! Mas algum artefato é? Não é justamente o artista que dá um novo contexto e sentido para os recursos disponíveis ao seu redor?!)

“A fotografia, o cinema, o vídeo e o computador foram também concebidos e desenvolvidos segundo os mesmos princípios de produtividade e racionalidade, no interior de ambientes industriais e dentro da mesma lógica de expansão capitalista. Mesmo os aplicativos explicitamente destinados à criação artística, como os de autoria em computação gráfica, hipermídia e vídeo digital, apenas formalizam um conjunto de procedimentos conhecidos, herdados de uma história da arte já assimilada e consagrada” (p.11) e colocados a disposição de “um usuário genérico, leigo e ‘descartável’, de modo a permitir a produtividade em larga escala e atender uma demanda de tipo industrial.” (p. 12)

“Existem, portanto, diferentes maneiras de se lidar com as máquinas semióticas cada vez mais disponíveis no mercado eletrônico. A perspectiva artística é certamente a mais desviante de todas, uma vez que ela se afasta em tal intensidade do projeto tecnológico originalmente imprimido às máquinas e programas que equivale a uma completa reinvenção dos meios.” (p.13)

“O que faz, portanto, um verdadeiro criador, em vez de simplesmente submeter-se às determinações de aparato técnico, é subverter continuamente a função da máquina ou do programa que ele utiliza, é manejá-los no sentido contrário ao de sua produtividade programada.” “É uma recusa sistemática de submeter-se à lógica dos instrumentos de trabalho, ou de cumprir o projeto industrial das máquinas semióticas, reinventando, em contrapartida, as suas funções e finalidades. Longe de se deixar escravizar por uma norma, por um modo estandardizado de comunicar, as obras realmente fundadoras na verdade reinventam a maneira de se apropriar de uma tecnologia.” (p.14 e 15)

Seriam então os vídeos dos alunos, maneiras de subverter as tecnologias? Não somente consumir, mas também produzir, através de seus celulares e máquinas fotográficas, sendo explorados por novas funções, resultando em vídeos que expressam idéias, histórias e sentidos. Seria subversão?

“As técnicas, os artifícios, os dispositivos de que se utiliza o artista para conceber, construir e exibir seus trabalhos não são apenas ferramentas inertes, nem mediações inocentes, indiferentes aos resultados, que se poderiam substituir pro quaisquer outras. Eles estão carregados de conceitos, eles têm uma história e derivam de condições produtivas bastante específicas. A arte-mídia, como qualquer arte fortemente determinada pela mediação técnica, coloca o artista diante do desafio permanente de, ao mesmo tempo em que se abre às formas de produzir do presente, contrapor-se também ao determinismo tecnológico, recusar o projeto industrial já embutido nas máquinas e aparelhos, evitando assim  que sua obra resulte simplesmente num endosso dos objetivos de produtividade da sociedade tecnológica.” “O artista busca se apropriar das tecnologias mecânicas, audiovisuais, eletrônicas e digitais numa perspectiva inovadora, fazendo-as trabalhar em benefício de suas idéias estéticas. O desafio da arte-mídia (ou mídia educação?!) não está, portanto, na mera apologia ingênua das atuais possibilidades de criação. A arte-mídia deve, pelo contrário, traçar uma diferença nítida entre o que é, de um lado, a produção industrial de estímulos agradáveis para as mídias de massa, e de outro, a busca de uma ética estética para uma era eletrônica” (p.16 e 17)

Porém, não seria importante este artista conhecer as regras clássicas? Ampliar seu repertório, para então transgredi-lo?!

“A videoarte talvez tenha sido um dos primeiros lugares onde essa consciência se constituiu de forma clara desde o início.” (p.17)

Mas não podemos esquecer, que muitas transgressões, como a estética videoclipe, por exemplo, tornam-se regras. Carrière diz que as transgressões no cinema, como toda moda, vem e vão! Nascem como novas e são apropriadas exaustivamente até se tornarem “velhas”.

Arlindo Machado comenta de vários artistas da videoarte, e que “em nosso tempo, a mídia está permanentemente presente ao redor do artista, despejando o seu fluxo contínuo de sedução audiovisual, convidando ao gozo do consumo universal e chamando para si o peso das decisões no plano político. É difícil imaginar que um artista sintonizado com o seu tempo não se sinta forçado a se posicionar com relação a isso tudo e a se perguntar que papel significante a arte pode ainda desempenhar nesse contexto. (p.22)

“Sabemos que a arte é um processo de constante mutação.” “O mundo das mídias, com sua ruidosa irrupção no século XX, tem afetado substancialmente o conceito e a prática da arte, transformando a criação artística no interior da sociedade midiática numa discussão bastante complexa.” “Com o cinema, por exemplo, os produtos da criação artística e da produção midiática não são mais facilmente distinguidos com clareza.” “Há controvérsias se ele seria uma arte ou um meio de comunicação de massa. Ora, ele é as duas coisas ao mesmo tempo, se não for ainda outras mais.” (p.23)

“Não há também nenhuma razão para esses produtos qualitativos da comunicação de massa não serem considerados verdadeiras obras criativas do nosso tempo, sejam elas vistas como arte ou não.” (p.25)

“Assim como o livro impresso, tão hostilizado nos seus primórdios, acabou por se revelar o lugar privilegiado da literatura, não há porque a televisão e a Internet não possa abrigar as formas de arte do nosso tempo.” (p.26)

“Talvez possamos com proveito aplicar à arte produzida na era das mídias o mesmo raciocínio que Walter Benjamin aplicou à fotografia e ao cinema: o problema não é saber se ainda cabe considerarmos ‘artísticos’ objetos e eventos tais como um programa de televisão, uma história em quadrinhos ou um show de banda de rock. O que importa é perceber que a existência mesma desses produtos, a sua proliferação, a sua implementação na vida social colocam em crise os conceitos tradicionais e anteriores ao fenômeno artístico, exigindo formulações mais adequadas à nova sensibilidade que agora emerge.” (p.26)

“Com as formas tradicionais de arte entrando em fase de esgotamento, a confluência da arte com a mídia (ou convergência, segundo Jenkins) representa um campo de possibilidades e de energia criativa que poderá resultar proximamente num salto no conceito e na prática tanto da arte quanto da mídia – se houver, é claro, inteligências e sensibilidades suficientes para extrair frutos dessa nova situação.” (p.27)

“Quem fazer arte hoje, com os meios de hoje, está obrigatoriamente enfrentando a todo momento a questão da mídia e do seu contexto, com seus constrangimentos de ordem institucional e econômica, com seus imperativos de dispersão e anonimato, bem como com seus atributos de alcance e influência. Trata-se de uma prática ao mesmo tempo secular e moderna, afirmativa e negativa, integrada e apocalíptica. Os públicos dessa nova arte são cada vez mais heterogêneos, não necessariamente especializados e nem sempre se dão conta de que o que estão vivenciando é uma experiência estética.” (p.29)

Tecnologia e Arte: como politizar o debate 

“As novas tecnologias, associadas ao processo de globalização, penetraram todos os espaços do planeta e interferiram na vida de todos os povos, até mesmo das populações mais isoladas e refratárias à modernização, como é o caso dos povos indígenas. (exemplo da vídeo-carta ikpeng)” (p. 32)

“Não há mais como ignorar o fato de que a conexão universal via Internet é um fato consolidado e sem retorno.” (p.33) Isso não quer dizer que tenha sido feito de maneira igualitária. Há ainda muita desigualdade social e digital ao redor do mundo, diz Machado.

“A aceleração tecnológica modulou também o ritmo de nossas vidas, exigindo atualizações cada vez mais rápidas, premiando os que se adaptam mais facilmente e descartando os que não conseguem acompanhar a velocidade das mudanças.” “E as novas tecnologias colocaram ainda em risco o meio ambiente em que vivemos, promovendo os cenários catastróficos que diariamente perturbam as páginas dos jornais”. (p.34)

“O navegante da rede, integrado ao corpo das interfaces, não é mais um mero espectador passivo, incapaz de interferir no fluxo das energias e idéias; pelo contrário, ele se multiplica pelos nós da rede e se distribui por toda parte, interagindo com outros participantes e constituindo assim uma espécie de consciência coletiva.” (p. 35) (cultura participativa e inteligência coletiva do Jenkins)

“Ou você está no interior da rede ou não está em parte alguma. E, se você está no interior da rede, você está em todos os lugares.” (Ascott apud Machado - p.36)

“A importação em larga escala de idéias e de modelos de ação de outras realidades socioeconômicas tem impedido o desenvolvimento entre nós de uma consciência alternativa relacionada às novas tecnologias.” “A crítica ainda não foi capaz, entre nós, de discutir as novas tecnologias em toda sua complexidade, limitada que está, muitas vezes, por uma tendência tecnófoba igualmente ingênua e importada de modelos apocalípticos europeus ou norte-americanos.” (p.37)
“Não temos critérios suficientemente maduros para avaliar a contribuição de um artista ou de uma equipe de realizadores.”

Flusser e a filosofia da caixa-preta – exprime um problema novo, na medida que “a fotografia foi a primeira a colocar, no surgimento de aparatos tecnológicos que se podem utilizar e deles tirar proveito, sem que o utilizador tenha a menor idéia do que se passa em suas entranhas.” “um desconhecimento que se transforma em atividade”. (p.45)

“Somos, cada vez mais, operadores de rótulos, apertadores de botões, “funcionários” das máquinas, lidamos com situações programadas sem nos darmos conta delas. Pensamos que podemos escolher e, como decorrência disso, nos imaginamos livres e criativos, mas nossa liberdade e capacidade de invenção estão restritas a um software, a um conjunto de possibilidades dadas a priori que não podemos dominar inteiramente.” (p. 46)

A filosofia de Flusser seria então uma forma de refletir e discutir sobre “as possibilidades de criação e liberdade numa sociedade cada vez mais programada e centralizada pela tecnologia.” (p. 46)

“Cada vez mais artistas lançam mão do computador para construir suas imagens, músicas, textos, ambientes; o vídeo é agora uma presença quase inevitável em qualquer instalação. A incorporação interativa das respostas do público se transformou numa norma (quando não numa mania) em qualquer proposta artística que se pretenda atualizada e em sintonia com o estágio atual da cultura.” (p.53)

Trata-se agora de identificar “onde a inserção de novas tecnologias nas artes está introduzindo uma diferença qualitativa ou produzindo acontecimentos verdadeiramente novos em termos de meios de expressão, conteúdos e formas de experiência.” (p.57)

Convergência e divergência das artes e dos meios

“Podemos imaginar o universo da cultura como um mar de acontecimentos ligados à esfera humana e as artes ou os meios de comunicação como círculos que delimitam campos específicos de acontecimentos dentro desse ‘mar’.” “Na prática, é impossível delimitar com exatidão o campo abrangido por um meio de comunicação ou uma forma de cultura, pois as suas bordas são imprecisas e se confundem com outros campos.” É o caso do cinema, onde ser “impossível falar dele sem a fotografia.” (p.56 e 57)

A especificidade de cada meio, “aquilo que o distingue como tal e que nos permite diferenciá-lo dos outros meios e dos outros fatos da cultura humana”, tem ficado menos evidente, pois a medida que nos aproximamos das “bordas e zonas de intersecção”, “os conceitos que os definem podem ser transportados de uns para outros e as práticas e tecnologias podem ser compartilhadas.” (p.59)

“Fotografia, cinema, televisão e vídeo, apesar de serem bastante próximos em muitos aspectos, foram durante muito tempo, pensados e praticados de forma independente, por gente diferente, e esses grupos quase nunca se comunicavam ou trocavam experiências.” (p.63), porém nas “sociedades humanas, uma ênfase exagerada nas identidades isoladas podem levar à intolerância e à guerra entre culturas, enquanto os processos de hibridização podem favorecer uma convivêcia mais pacífica entre as diferenças”. (p.64)

Se considerarmos o cinema, enquanto “escrita do movimento”, incluindo todas as formas de expressão baseadas na imagem em movimento, “televisão e vídeo também passariam a ser cinema”. E pensando dessa maneira, o cinema encontraria uma vitalidade nova, que pode não apenas evitar o processo de fossilização, como também garantir sua hegemonia perante as demais formas de cultura. Se antes no passado, teatro de sombras, agora com este novo corte e contexto, o cinema expandido se tornaria audiovisual.

“Já não se pode mais determinar a natureza de cada um de seus elementos constitutivos, tamanha é a mistura, sobreposição, o empilhamento de procedimentos diversos,sejam eles antigos ou modernos, sofisticados ou elementares, tecnológicos ou artesanais.” (p.70)

E diante dessa forma múltipla de expressão, surgem novos produtos, com uma “nova gramática”, que depende também de uma “nova leitura” por parte do sujeito receptor. (p.75)

“Os novos processos imagéticos despejam seu fluxo de imagens e sons de forma simultânea, isso exige, da parte do receptor, reflexos rápidos para captar todas (ou parte delas) as conexões formuladas, numa velocidade que pode mesmo parecer estonteante a um ‘leitor’ mais conservador, não familiarizado com as formas expressivas da contemporaneidade.” (p.76)

Não se pode esquecer, que a “hibridização produz inovação e abanco, mas também relações de desigualdade e assimetrias entre os fatos da cultura que ela agrega.” (p.77)

“Além disso, as constantes fusões e mudanças tecnológicas impedem que novas gerações possam ter tempo suficiente para amadurecer o domínio de um meio ou técnica, tornando os novos produtos necessariamente mais superficiais e de fôlego mais curto. Nos tempos da divergência e da especificidade, um cineasta levava muito tempo para chegar à direção, passando pro um longo processo de amadurecimento como assistente de direção e diretor de curtas-metragens. Hoje, uma nova tecnologia ou numa nova mídia não dura mais que cinco ou dez anos, impossibilitando portando o amadurecimento profissional, a constituição de uma linguagem suficientemente desenvolvida, a destilação de uma estética e a formação de um acervo de obras representativas. Às vezes, o hibridismo podem até mesmo dar expressão a algum tipo de esquizofrenia, como acontece nos ambientes computacionais, em que a possibilidade de acesso às mais variadas fontes e formatos digitais e a facilidade de fusão de todas essas fontes na tela do computador fazem com que muitos realizadores se sintam quase constrangidos a juntar tudo, produzindo resultados que estão mais para a pirotecnia de efeitos do que para a consistência estética e comunicativa do produto”. (caso dos filmes atuais...)

“A hibridização e a convergência dos meios são processos de intersecção, de transações e de diálogo, implicam movimentos de trânsito e provisoriedade, implicam também as tensões dos elementos híbridos convergidos, partes que se desgarram e não chegam a fundir-se completamente.” (p.78) 

------
Como complemento (e ótima síntese) sugiro a apresentação no prezi do colega Gilson.

Era uma vez uma proficiência...

Hoje de tarde fiz meu primeiro teste de proficiência...comprovação obrigatória no mestrado!
Eu já deveria ter feito, mas me esqueci completamente e agora fui obrigada, mesmo distante das aulas de inglês há uns 3 meses!

Foram 2 horas de prova! 

Eram 3 textos curtinhos (até 10 linhas):

- O 1º falava sobre uma descoberta científica de um gene defeituoso que afeta o hormônio da tireóide e pode estar relacionado à hiperatividade. 

Neste texto caiu tradução e interpretação. 3 trechos para traduzir e 1 questão para assinalar do que se tratava o texto (0,5) e 1 para responder um assunto em relação ao texto. 

- O 2º texto falava sobre o teste de QI e sobre seu funcionamento na teoria, mas sua ineficiência na prática, pois destacava a importância de se considerar o viés cultural dos aplicadores de testes.

Neste texto caíram 3 questões. 1 sugerindo um título e uma justificativa para tal (1,5) e 2 para responder questões do texto.

- O 3º texto falava sobre funcionamento cerebral e sua relação com estímulo e aprendizagem. Havia apenas 1 questão perguntando sobre este assunto.

Não achei difícil, mas também não foi fácil. Usei bastante o dicionário e respondi todas as questões em inglês, mesmo descobrindo que podiam ser respondidas em português.

Porque resolvi dividir isto aqui?! Porque estou ansiosa pelo resultado e para aliviar as angústias de quem nunca fez esta prova! =)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nada do que foi será de novo, do jeito que já foi um dia...

Falando de pós-modernidade....
Falando de multiplicidade, múltiplas verdades, flexibilidade...
Movimento humano...em espiral...apego e desapego...
Formas de ver...de saber...de entender e expressar!
Leitores-autores....

"Como Uma Onda" (Lulu Santos)
Composição : Lulu Santos / Nelson Motta
 
"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará



A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito


Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo


Tudo muda o tempo todo
No mundo


Não adianta fugir...
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora


Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar..."