terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Escola sem paredes!



Em tempos onde todos se perguntam 'qual a educação do futuro'?! Começar a refletir sobre a estrutura física das escolas, já seria um bom começo! 

Inspiradas numa educação rígida  e tradicional de décadas atrás, onde o objetivo era conquistar disciplina e obediência dos alunos, as salas de aulas contavam com janelas altas, sem visão para rua, para concentrar a atenção no professor, paredes brancas e limpas, carteiras enfileiradas e disposição dos móveis de forma padronizada e limitada entre 4 paredes. Mais opressor impossível!! Estes espaços, ainda tão presentes, poderiam estar (ou já estão) com os dias contados, não?!


Se vivemos numa Era tecnológica inédita, com desapego cada vez maior da relações físicas e presenciais, compartilhando conhecimento via rede e aprendizado precoce de crianças e adolescentes, por que as escolas continuam mantendo suas estruturas físicas entre 4 paredes, ao invés de superar limites e expandir fronteiras, começando pelo contato físico e presencial?!

Se alguém ainda duvida que isso não seja possível, confira essa matéria super bacana de uma escola sem paredes e sua proposta pedagógica inovadora!!


Matéria original aqui!

por Niege Borges



A Vittra Telefonplan, em Stockholm, é uma escola sem paredes. O seu design foi feito de acordo com os princípios da Swedish Free School Organization Vittra, que não acredita em salas de aula. Ao invés de fileiras de mesas, existem grandes sofás, mesas de picnic e outros espaços coletivos. 

O local não é totalmente sem paredes, existem algumas salas fechadas (as que precisam de isolamento de som, por exemplo) e alguns móveis que funcionam como um recanto de estudos e são altos o suficiente para funcionar como paredes. A designer responsável, Rosan Bosch, acredita que espaços diferenciados permitem que as crianças aprendam do jeito delas, pois diferentes cenários de aprendizagem são criados. (via Co.Design)


 

Pausa necessária 2...

Faz bastante tempo que não posto neste blog, mas às vezes precisamos nos afastar de algumas prioridades para redescobrí-las e reinventá-las em nossas vidas!!


Estudei menos do que gostaria neste verão, mas relaxei mais do que esperava. Novas mudanças, novos horizontes, novas descobertas...

Faltam cerca de 7 meses para os 2 anos do mestrado se encerrarem e ainda falta bastante coisa pra finalizar, mas a sensação já é de tarefa cumprida, por estar conseguindo conciliar a nova vida de casada, num apê todo novo, com novas experiências e desejos pessoais, com o esforço e dedicação acadêmico e profissional!


Se engana aquele que acha que passar tardes lendo livros é tudo que é necessário para fazer um bom mestrado. Viver também é fundamental! Se afastar da sala de aula para estudar, observar a relação das mães-amigas com seus filhos em fase de desenvolvimento, ler matérias de revistas especializadas ou não, estudar a base da educação em disciplinas do curso de Pedagogia,  ver filmes, escrever sobre tudo e todos, esvaziar a mente, lutar por uma vida mais saudável, assistir televisão, afastar-se dos estudos e retornar renovada!

 

Fazer mestrado (estar fazendo) pra mim nunca foi apenas conseguir um título e nunca representou apenas um degrau na vida profissional. Fazer mestrado é o desejo de continuar estudando e circulando em espaços onde as pessoas querem discutir, melhorar, transformar, crescer... É um lugar que entramos de salto alto e saímos de rasteirinha, porque quanto mais se estuda, mais se quer estudar e mais se sabe que não se sabe nada ou se sabe muito pouco...

Fazer mestrado mudou minha vida, minha visão de mundo e de alguma forma, tudo isso se reflete em novos hábitos, novas amizades, novas ideias e reflexões sobre quem se é e quem se quer ser nesse mundo!

Pausas são necessárias....mas retornar também é bom demais! =)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica - 2012


O Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT) é um fórum temático do Fórum Mundial de Educação (FME), um movimento pela cidadania e pelo direito universal à educação que busca levantar propostas que integrem a plataforma mundial de educação. A primeira edição do FMEPT foi realizada em 2009, em Brasília. Para a segunda edição do Fórum, a cidade de Florianópolis – capital do estado de Santa Catarina - foi escolhida para sediar o evento que será realizado de 28 de maio a 1º de junho de 2012. O tema desta edição será Democratização, Emancipação e Sustentabilidade e algumas informações já podem ser encontradas no site. 

Minha mãe faz parte da organização do evento e me adiantou que Edgar Morin deve participar do evento! Eba!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Era uma vez uma banca de qualificação!


Depois de 1 ano e 3 meses, hoje cumpri a penúltima etapa do mestrado, antes da defesa (grande dia) ano que vem: a qualificação do projeto de dissertação. 

A banca contou com presenças de peso, Dra. Profª Aglair Bernando (Cinema e Jornalismo - UFSC), Dra. Profª Gilka Girardello (PPGE-UFSC) e Dra. Profª Adriana Fresquet (PPGE-UFRJ), via parecer por e-mail, além do querido suplente Dr. Profº Leandro Belinasso (PPGE-UFSC).

Até ontem eu sentia expectativa, ansiedade e curiosidade. O que será que a banca iria achar e avaliar?! Será que eu teria rendido e produzido o suficiente?! Será que não estava 'viajando na maionese'?!

E hoje senti alívio, mais confiança e mais segurança no meu trabalho, ou melhor, 'nosso' trabalho. Tem bastante coisa pra fazer pela frente, mas o que fiz até aqui valeu a pena!! E não, não estou 'viajando na maionese'!! =)

Recebi elogios, mas também ricas sugestões, ressalvas, dicas e questões para pensar e aprofundar. E eu não poderia deixar de dividir o 'mérito' (se é que já existe um, neste momento tão prematuro) com minha orientadora Dra. Profª Mônica Fantin. Seu comprometimento, dedicação, paciência e responsabilidade são inspiradores e exemplos a serem seguidos. Extremamente organizada e exigente, a Mônica me ajudou a ser uma orientanda, aluna e pessoa melhor. Não desistiu de mim, mesmo quando fui a mais teimosa das teimosas, ou imatura em relação ao mestrado. Talvez eu ainda seja teimosa e imatura, mas tenho certeza que melhorei um pouquinho e entendi que essa dissertação que está sendo construída não é só mais minha, mas nossa!! Jamais me senti sozinha nessa penúltima etapa do mestrado e se sinto mais confiança e segurança em mim é porque minha orientadora foi exigente o suficiente para cobrar e apontar o que melhorar, o que aprofundar, o que ler e articular. 

Unido a tudo isso, recebi encaminhamentos na perspectiva dos estudos culturais, além de pensar em alguns desafios que virão pela frente, mas que encaro de uma forma bem positiva e motivadora!!  Enfim, só posso agradecer as ricas contribuições e a sensação de dever cumprido em mais uma etapa do mestrado!!

Estou caminhando para reta final, com um repertório um pouco mais ampliado, com desafios novos pela frente, com contatos super importantes, algumas ideias amadurecidas e com a mesma empolgação de voltar a lecionar, mas me sentindo mais preparada, ainda que  inacabada!! (Sempre estarei! Que bom!!)

Para iluminar outros ansiosos em relação a banca de qualificação, só posso dizer que não existe fórmula secreta, pois cada trabalho, banca e contribuição detém suas particularidades e peculiaridades! Porém se ajudar, apresentei uma versão de 100 páginas, em sua 6ª versão, dividida em 4 capítulos, com 3 em desenvolvimento. A fundamentação teórica recebeu maior atenção e tudo que precisará ser aprofundando, foi indicado em notas de rodapé para antecipar a banca de possíveis observações em relação a estes aspectos. Como a pesquisa parte de uma experiência pessoal, a metodologia ainda está sendo estudada entre uma pesquisa com estudo de caso ou pesquisa auto-etnográfica. Porém, a banca nada comentou sobre isto e fui eu quem perguntei se o que estava colocada era suficiente ou dava conta. 

Uma coisa que acho importante fazer antes do encontro com a banca é se distanciar o máximo possível do texto por um tempo e ler minuciosamente, levantando tudo que parece frágil, questionável, contraditório, etc. Isso ajuda a se antecipar com as possíveis colocações e elaborar questões para fazer, com aval do orientador(a) caso não sejam levantadas e possam vir a ajudar.

E mais importante (grande desafio pra mim, que costuma ficar sempre na defensiva!): não perder tempo se justificando sobre os problemas, mas aproveitá-lo para ouvir tudo que a banca diz e questionar tudo que pode ajudar a conduzir o trabalho para reta final. O que passou, passou e o tempo que sobra deve ser aproveitado para preencher todas as lacunas e fragilidades! 

A parte boa é que agora o estudo é totalmente focado e objetivo, com o compromisso de corresponder com todas, se possível, contribuições da banca.

Dito isto, só posso comemorar, afinal é normal desanimar de vez em quando, passar semanas sem querer ler ou estudar, sentir insegurança e frustração, virar noites 'psicografando' autores e ideias, sentir-se despreparado e inacabado, ter fases onde é necessário se esforçar em lembrar dos motivos de se 'enfiar' numa pós-graduação, mas também de transformar-se a cada leitura e reflexão, de se conhecer melhor, de perceber quem são as pessoas que te apóiam nos momentos mais sensíveis e instáveis, de entender que mais importante que ler e citar diversos autores, é a qualidade da leitura, que se reflete na articulação dos conceitos, das ideias e propostas. Mais vale usar poucos autores, mas muito bem apropriados, problematizados e questionados, que usar vários, nuam espécie de colagem, sem posicionamento ou reflexão. Trabalhos de 'colagens' existem aos montes, mas posicionar-se é o grande desafio. Digo por mim, já que me posicionar diante de tudo me torna uma pessoa mais solitária! 

Debater nas aulas, com amigos, em qualquer lugar é exercitar a capacidade de articulação do conhecimento (exemplo do filme recente "Sem limites"), então se alguém sente dificuldade em escrever e falar, pode ter relação com os eternos silêncios e submissões. Discutir é arriscar, trocar, experimentar, errar, tentar, recusar, aceitar, questionar, problematizar, pensar, articular. E é também expor-se! Calar-se diante do mundo é calar-se diante de tudo que nos integra. Como se calar diante de tantos fatos, acontecimentos, ações, leituras, posicionamentos e pessoas?! Em todas suas singularidades e multiplicidades?! Por isso recomendo...discussões a vontade! Em toda hora e lugar, sem ferir o bom senso, se possível! (meu outro grande desafio!) E é claro, que no meio de tudo isso, observar e ouvir também é necessário, tão importante quanto!

Enfim, fazer mestrado é mais do que continuar estudando e buscando contribuir para pesquisa acadêmica ou para aperfeiçoar a formação. É também descobrir sobre si mesmo, sobre o mundo e suas verdades variáveis! É desaprender a ser convicto, fechado, preconceituoso, e permanecer com a eterna sensação de estar inacabada(o), sempre!! Que bom!

E bom seria se todos escolhessem o caminho difícil, de continuar estudando, inquietando-se, descobrindo-se e questionando esse mundo, tão injusto e desigual, naturalizado como normal e aceitável! Fazer caridade é apenas aceitar o mundo como é, praticando uma ação que visa amenizar a 'culpa' de não estar no final da pirâmide. Para transformar esse mundo, talvez tenha que ser a 'marteladas' (Nietzsche) e é preciso coragem para confrontar tudo e todo mundo, com a esperança de que alguma 'semente' da revolta e transformação germine no mais acomodado dos seres. E martelar traz solidão, mas é preciso ser forte e persistente para ser tão 'solitário'!! Que Deus, enquanto origem do eterno desconhecimento humano, possa me dar força o suficiente para 'martelar' até o fim! =)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ABCiber 2011 - “Ator-rede e cibercultura”


com Fernanda Bruno (UFRJ), Erick Felinto Oliveira (UERJ), Lúcia Santaella (PUC-SP)e Theophilos (via web-conferência) e André Lemos (não pode comparecer)

Resumos dos Trabalhos e comentários disponíveis aqui!

Fui assistir a essa mesa temática "Ator-rede e cibercultura” do 5 Simpósio ABCiber 2011, dica da colega nic@ Lyana e gostaria de ressaltar que é um assunto 'novo' pra mim e apenas anotei aquilo que consegui pescar nas apresentações. Em geral foi bem interessante, porque me pareceu uma nova proposta de pensar a pesquisa acadêmica, através dos 'rastros' que deixamos ao navegar e 'agir' na 'rede'. Como discutimos esse momento de 'hibridismos' na sociedade 'midiática e digitalizada', parece um assunto de extrema importância para entender pensamentos, movimentos, falas atuais e futuras na Academia. 
 
Achei curiosa a fala de Lucia Santaella: "Eu sempre digo aos meus alunos: se não conhecerem 30% da obra de determinado autor, nem citem!" hahaha Ótima fala! Fica dica dela!

Enfim, espero que a contribuição seja útil de alguma forma!! Seguem as impressões de cada apresentação, na ordem em que aconteceram!

“O social não existe de muitas maneiras; o social está por fazer. Ressonâncias de uma ontologia política das redes para a cibercultura”

Fernanda Bruno

Fernanda diz que ‘o social não existe de muitas maneiras, pois está por vir’. Cita Bruno Latour e Aristóteles para afirmar que o ser ‘existe’ de muitas maneiras e está por ‘descrever’. Distingue humanos de não-humanos, onde inclui seres não-humanos naturais e artificiais (computador, Internet, etc). Com isto, diz que agir é produzir uma diferença e que nunca agimos sós, portanto um ator-rede pratica uma ação distribuída, onde não somos senhores de nossas próprias ações, nunca agimos sós e nem somos conscientes de nossas ações. Cita Marx ao dizer que para ele é a condição social que define nossa consciência. E questiona: “Quem age conosco?” E responde dizendo que são entidades invocadas, coletivos sociotécnicos.
Neste sentido, as ações do ator-rede deixam rastros. Toda ação no ambiente virtual (internet) deixa rastros que podem ser potencializados e utilizados para vigilância, fins publicitários, etc.
Fernanda diz que se antes haviam pesquisas, questionários, etc para fazer levantamento de dados, hoje estes ‘rastros’ através de programas e sistemas de coleta de dados acessam informações que antes eram de difícil acesso.
Ela mostrou alguns exemplos de infográficos com dados de usuários do Twitter, onde um analisava a expansão da primeira tuitada sobre o terremeto Virgínia. Em outro exemplo, o infográfico mostrava o rastreamento de posições políticas a partir do twitter, produzindo ‘desenhos’ globais – mapas. Em um terceiro exemplo o infográfico era interativo e rastreava o aspecto político social do mundo em tempo real. Fernanda acredita que esse conhecimento dos rastros proporciona uma reinvenção política, na medida em que coleta dados em tempo real. Ela mostrou outro exemplo de infográficos que ‘desenham’ as revoluções pelo mundo, promovendo uma reflexão de como ‘retraçar’. (Ex.: tuites sobre Wall Street)
Ela também mostrou uma foto de um varal de propostas em escala caótica, de algum movimento político, que foi criticado pela mídia, mas que gerou um twitômetro onde os interessados poderiam votar nas propostas que se identificavam. Ganhou um alcance global. Seu grande questionamento é se tudo isto está sendo usado politicamente, onde se insere a Academia na produção de ‘cartografias’?! Estes rastros também poderiam ser utilizados nas pesquisas acadêmicas para conhecer fenômenos sociais e etc.
Fernanda mostrou outro exemplo de infográfico sobre posições da população da França em relação a uma lei sobre publicações na Internet. E diz que estes ‘mapas’ gerados por rastros podem reverberar, alterar, transformar e/ou mobilizar comportamentos sociais.

“Noções-chave para entender as redes em Latour”
Lucia Santaella

Santaella começa dizendo que todos os participantes da mesa temática estavam pesquisando sobre ator-rede, mas foi por coincidência que se reuniram para o evento. Acredita que ocorreu um ‘movimento coletivo’ de pesquisa e que o ‘rastro’ de origem desses estudos teria iniciado com Theophilos Rifiotis.
Sua fala teve ênfase na TAR (teoria do ator-rede ou ANT – em inglês) onde diz que os significados encontrados no dicionário para estas 3 palavras não dão conta, que deve-se ‘fugir’ deles. O conceito de rede vem de Bruno Latour (extraído dos pensamentos de Diderot) e rede não significa Internet. A TAR difere-se de tudo que já foi feito em todos os contextos e trata-se de algo ‘desconcertante’ ao não se aplicar à nada.
Ela contou uma história do livro de Latour, sobre um aluno que perguntava ao professor como poderia utilizar a TAR em seu estudo de caso. O professor respondia que a TAR é útil quando não se quer aplicar à nada, pois serve de argumento negativo. É uma teoria versa em como estudar e não estudar as coisas e como permitir espaços de criação.
Santaella diz que as teorias convencioanis não servem para espaços que mudam constantemente e radicalmente, por isso a TAR se fez necessária, onde ela se aplica aos discursos que se movem e são movidos. E só ela poderia dar conta das múltiplas entidades ou actuantes em seus morfismos específicos de humanos e não-humanos movidos nas Redes Sociais Digitais (RSD).
A TAR nega e não serve para estudar a Internet, enquanto conceito de computadores interligados, mas referencia-se a algo heterogêneo, onde as redes não designam algo com fios físicos, como um esgoto ou linhas de telefone, mas códigos. A TAR considera um ‘habitante’ em relação ao outro em múltiplas formas de interação. A ‘rede’ enquanto engenharia não tem relação com a TAR, mas somente quando considerada interação.
Santaella diz ‘computadores pensam’ e a TAR serve para rastrear situações onde inovações proliferam e fronteiras são incertas e as margens das ‘entidades’ flutuam. Ao citar Latour, diz que ele sugere o resgate do empirismo e dá 5 conselhos:

A)     Considerar a TAR como descrição e construção de rede como atores/actuantes – vale para humano, software, etc.
B)      Descrever – prestar atenção em coisas concretas
C)      Não há origem ou princípios ou recorrência – ‘nossos objetos’ estão sempre ‘no meio’. Obs.: Não há ‘recortes’.
D)     Saber o que é – descrever é cabível à TAR
E)      Ator-rede não deve ser confundido com objeto, pois a TAR é um método negativo – não diz nada sobre o objeto – importa o que influi e não há informação, mas transformação. Obs.: A ciência rompe como treinamento convencional das ciências sociais.

Principais tópicos relevantes:

A)     Distinguir a sociologia do social da sociologia das associações.
B)      Melhor tratar os atores como actuantes, que são aqueles que agem por muitos outros. (não só humanos). “Quem fala em mim, quando eu falo?”
C)      Mediadores não são intermediários (transportadores), pois traduzem, distorcem, transformam, modificam significados. “Abrir as caixas pretas”. Podem ser um ou muitos e depende do fluxo das ações. Ex.: computador, que é um mediador transparente até que estrague e se perceba sua importância.
D)     Redes – pistas deixadas por agentes de movimento
E)      Tradução – nascimento da TAR – oposta à idéia de transporte.
Santaella também comenta da importância de nos libertarmos da noção de ‘causa-efeito’. E que não há nada mais prático do que uma boa teoria! Mas não há empiria sem o auxílio de teorias poderosas!! Com isto, diz que não se pode colocar ‘a mão na massa’ sem antes conhecer bem os ‘ingredientes’! (Não usar a TAR sem conhecê-la muito bem!!)

“’Bruno Latour mit deutscher Akzent’:  Convergências entre a Teoria Ator-Rede e as Novas Teorias de Mídia Alemães”
Erick Felinto

Erick propõe uma associação do pensamento de Latour com o de Benjamin.

Ele diz que Latour promoveu uma reforma nas ciências humanas. E criticou (juntamente com Heidelberg) ‘cruelmente’ o texto mais popular de Benjamin e um clássico nas teorias das mídias: “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, afirmando que Benjamin ‘errou’ em tudo que citou no texto.
Erick se perguntava então o porquê dessa agressividade e nos aconselhou que se deve desconfiar da popularidade e desconfiar também da desconfiança!!

Ele destaca então dois pontos:
-agência dos objetos
-tradução/mediação

E comenta sobre a ‘angústia da influência’ sobre autores que sofrem o peso de estar sempre a sombra dos grandes mestres e clássicos, tentando ser original. Ele diz que uma teoria é híbrida, nunca é pura porque é resultado de diferentes ‘atores’, motivada pro paixões.
                Ele acredita que Benjamin seja um visionário que antecipou a teoria de ator-rede antes mesmo de Latour, pois Benjamin acreditava que era preciso ‘pensar a linguagem não só das ciências humanas, mas também das coisas. (justiça, arte, ciência, etc).’ Erick cita dois textos de Benjamin para promover aproximações com Latour. O texto de sua juventude “Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem dos homens” e “A tarefa do tradutor”.
                Erick cita Benjamin que dizia que ‘as coisas falam’ numa linguagem no sentido de se ‘exprimir’ e por isso os homens as nomeiam e se relacionam com ‘elas’. Isso nos faz repensar sobre os meios, mídias, mediações e tradução.
                Erick cita o autor Gumbrecht, que aconselha as pessoas a pararem de interpretar as obras. O autor sugere que se busque entender o impacto material das coisas sobre nós. O que é esse efeito, impacto, essa ambiência. “Não interpretar a obra, mas que efeito essa obra surte no seu corpo!” Erick usa o exemplo do filme de terror, onde o espectador sabe o que vai acontecer, porque a história sempre se repete, mas a sensação de ambiência com a oba é sempre diferente. O efeito é mais importante que a história.
                Neste sentido, Erick aproxima Gumbrecht com o pensamento de Benjamin e diz que o mundo é como algo formado por coisas, onde tudo pode ser traduzido em algo (Latour). As traduções são o motor do mundo e estas traduções são redes onde há comunicabilidade – tudo que a língua conta tem potencial virtual.
                Erick diz que Latour defende os actantes – não-humanos, porque as ciências sociais não consideraram as coisas como objetos?! Porque não se procurou sentido para as coisas?! Ele cita o mesmo exemplo de Santaella, do computador que quebra, que só emerge como um ser importante quando deixa de funcionar!
                Foi na modernidade que se separou cultura de natureza e se elaborou um projeto de separação de domínio humano de não-humano, excluindo as crenças primitivas e Latour sugere esse resgate, pois nessa época as coisas tinham vida. Natureza é igual a cultura!
                Erick traz o texto “Preocupações de um pai de família” de Benjamin sobre o Odradek, um suposto novelo de lã ou objeto não identificado que está em todos os lares e representa algo entre o não-vivo e vivo, para contrapor com a dicotomia natureza-cultura; humano-não-humano. O personagem do pai diz que o Odradek é inofensivo, mas continuará existindo mesmo quando ele se for. Erick então relaciona tudo isso a Freud e a sensação de estranheza que se não se sabe quando alguns seres são vivos ou mortos, com o exemplo do paciente de Freud que era apaixonado por uma boneca. A sensação de incerteza constante.
                Erick diz que Latour é um filósofo do híbrido e cita “A tarefa do tradutor” para dizer que nenhuma tradução ou obra de arte é feita para aquele que não conhece o original. Não existe obra traduzida literal, mas uma recriação que pode buscar a ambiência, a mesma sensação que a original provoca. Traduzir é uma perda e renúncia, uma tarefa de ambigüidade!

“Redes, Agências e Fluxos”
Theophilos Rifiotis

Theophilos inicia sua fala com a noção de técnica, no sentido de que nas pesquisas na ontologia são contra a separação de técnica (análise) e social, porém só se percebe nessas pesquisas estudos sobre humanos em relação a outros humanos. Latour seria aquele que pensaria uma outra forma, e não com uma teoria (TAR), mas com um método. Ele cita o perspectivismo e que é preciso nos libertamos das metáforas da modernidade, pois estamos aprisionados em suas estéticas, segundo Weber.
Rede seria um processo, um fluxo, algo híbrido, traçado pela tradução/descrição, que não está dado e está por vir! É uma purificação da separação entre natureza e cultura. Redes são representações, processos incessantemente produzidos. Rede como produção, pós-social e uma agência distribuída entre actantes.
Latour seria aquele que estaria propondo um projeto para ‘refazer’ a sociologia e superar as relações de separação. Ele ressalta a comunicação mediada por computador, considerando que mediador é aquele que transforma e intermediário aquele que transporta, como já disse Santaella.
Theophilos diz que é preciso repensar a idéia de meio. E que “ação é um evento, não um ato!” Utilizar a TAR é conhecer os riscos de não se chegar a lugar algum. De considerar relatórios como textos e escritas que precisam ser inventadas para as redes que estão por vir. Os grandes desafios seriam: descrever; considerar a violência das interpretações (repertório pessoal que se impõe sobre as coisas para explicá-las); infernidade das explicações e não ter que diversar (bolar/descrever).

No debate em grupo, alguns comentários e questões  foram levantadas como:
-O que se tem de novo na teoria ator-rede?!
-Devemos considerar o mundo da técnica e da sociedade.
-Trollar também é pesquisar.
-Benjamin e McLuhan ‘descrevem’ experiências ao redor.
-Para Latour descrever está dentro do fluxo – não há um sujeito que descreve um objeto. Não há separação e isso remodela preceitos do que se chama INVESTIGAÇÃO.
-Você está dentro do fluxo!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Maria Montessori - uma vida dedicada às crianças" de Gianluca Maria Tavarelli 2006


Há quase 2 anos estou fazendo Mestrado em Educação e iniciei atualmente meus estudos em Pedagogia. E confesso (supreendentemente) que nunca havia ouvido falar da 'Pedagogia Montessori', mas de certa forma conheci seu método indiretamente através de outras pedagogias e leituras, que tem como foco principal, a valorização do desenvolvimento natural da criança e o professor como guia.

Esta cinebiografia de 3h10 de duração é emocionante e conta a história de Maria Montessori (Paola Cortellesi), uma mulher persistente, sonhadora, teimosa e corajosa numa época onde o papel principal da mulher era ser submissa, mãe e dona de casa. 

Montessori foi a primeira mulher a se formar em medicina na Itália, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Roma em 1896 e foi lá que iniciou um trabalho com crianças especiais na clínica da universidade, onde ajudou a alfabetizá-los.

Também dedicou-se a experimentar procedimentos em crianças que ainda não tinham idade para frequentar o ensino fundamental, revolucionando a educação em todo mundo, onde contribuiu para criar métodos de ensino para a educação infantil. 

Devido a seu reconhecimento, participou de um projeto onde criou a 'Casa das Crianças', priorizando a autonomia da criança, já que os alunos vinham de famílias pobres e sem instrução, e noções de limpeza e higiene se faziam necessários naquele contexto.

Montessori criou um método de aprendizagem, conhecido como "Método Montessori", que fazia com que a criança aprendesse com seus próprios erros. Em sua pedagogia os princípios fundamentais eram a atividade, a individualidade e a liberdade. Era contra a violência física e psicológica (como palmadas e castigos). Seus escritos contribuíram bastante para a educação infantil e sua pedagogia se reflete no movimento das Escolas Novas e pedagogia Waldorf, opondo-se aos métodos tradicionais que não respeitam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança.

No filme é possível acompanhar suas motivações e contextos de trabalho, bem como a relação secreta que teve com seu professor de psiquiatria Dr. Montesano e o filho Mario, fruto desse amor. Maria foi obrigada a abrir mão do filho, mas jamais deixou de acompanhar seu desenvolvimento e sempre foram muito íntimos. Quando adulto, revelada a verdade, passaram a morar juntos e posteriormente, quando ele se formou em Medicina, passaram a trabalhar juntos. Foi ele quem continuou disseminando o método da mãe, após sua morte aos 84 anos.

Durante o fascismo italiano, Maria foi intimada a participar das modificações nas escolas italianas, já que seu método se disseminou pelo mundo e interessava ao governo, adaptá-lo e disseminá-lo também nas escolas italianas. Porém, chantageada, Maria fugiu com o filho, recusando a se esquivar e distorcer seu método para finalidades políticas!

Maria acreditava que para mudar o homem do futuro era precisar trabalhar com a criança do presente. Somente assim poderia haver uma verdadeira transformação! Através da educação!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"A hipótese cinema" de Alain Bergala

Este livro é uma das maiores referências para aqueles que se dispõem a pesquisar sobre cinema e educação, na perspectiva do fazer cinema-arte. É uma leitura tranquila, gostosa e super importante. Bergala é uma das referências do meu trabalho e pesquisa.

Em junho desse ano, tive a oportunidade de conhecer Bergala de perto numa palestra no 2º Encontro de Cinema e Escola em São Paulo. Acho sua fala um pouco radical, mas ao mesmo tempo há muitos que distorcem suas visões sobre o cinema. Vale a pena ler por conta própria e conhecer seu trabalho!

Trouxe para o blog um pouco das impressões da minha leitura!

Obs.: Este é o livro original (tenho!!), que já possui uma versão em português, recentemente traduzido pelo CINEAD - projeto de pesquisa e extensão da UFRJ sob a coordenação de Adriana Fresquet. A versão em port. ainda não está disponível comercialmente, mas entrando em contato com a editora da UFRJ, talvez exista algum exemplar. Eu só tenho uma cópia do original em port. =(

Alain Bergala é um diretor francês de filmes de ficção e documentários, atua como professor de Cinema na Universidade de Paris III, trabalhou como diretor e editor na revista de cinema Cahiers du Cinema, e foi conselheiro da área de cinema do ministro francês Jack Lang, que em 2000, elaborou um plano de cinco anos para a introdução das artes no ensino fundamental.

Bergala tem uma experiência com cinema, dentro e fora da escola, de mais de 20 anos e formulou sua ‘hipótese-cinema’, considerando o cinema enquanto arte, para tentar responder a questão “Como ensinar o cinema no âmbito da escola?!” 

A hipótese – análise e criação

Para Bergala a questão não é ensinar, mas iniciar os alunos à arte do cinema. Nesta obra, o autor traz propostas precisas do que fazer e não fazer no contexto escolar. 

Para o autor, o cinema deve ser utilizado, enquanto arte (criação do novo), para promover o encontro com a alteridade, como uma forma do espectador relacionar sua existência a partir da visão do outro, compreendendo o mundo a partir de um olhar diferenciado, sensibilizado a partir da experiência do contato.

“A arte, para permanecer arte, deve permanecer um fermento de anarquia, de escândalo, de desordem. A arte é por definição um elemento perturbador dentro da instituição. Ela não pode ser concebida pelo aluno sem a experiência do ‘fazer’ e sem contato com o artista, o profissional, entendido como corpo ‘estranho’ à escola, como elemento felizmente perturbador de seu sistema de valores, de comportamentos e de suas normas relacionais.” (BERGALA, 2008: p.30)

Bergala diz que Godard considera a cultura como ‘regra’ e a arte como ‘exceção’, no sentido que de não possa ser ensinada, mas encontrada, experimentada e transmitida de outras formas além do discurso do saber. “A arte deve permanecer na escola como uma experiência a parte.” (Bergala, 2008: p.31)

O autor não sabe ao certo se é na escola o verdadeiro espaço para acolher a arte, mas para muitas crianças, é o único lugar onde isso seria possível.

O que ele sugere como abordagem é formar um espectador que vivencie as emoções do criador de um filme. Pensar o filme através do seu autor. Por essa razão, ele não acredita que se deva partir do conhecido para abordar o menos conhecido, pois isso conduz a um afastamento da singularidade do cinema. Para ele, analisar alguns filmes não é suficiente para promover uma mudança no olhar da criança, pois o trabalho para formação do gosto é longo e demorado. O gosto, diferente da opinião, não pode ser negociado, pois é formado a partir da singularidade de cada pessoa, no íntimo de cada um.

Aqui entendo que para ele, não é possível fazer a criança deixar de gostar de alguma coisa, por mais ‘medíocre’ que se seja, pois o ‘bom’ e ‘ruim’ são definidos exatamente pelo gosto. Ao mesmo tempo, Bergala insiste que não se deve perder tempo com ‘filmes ruins ou medíocres’. Ou seja, ele problematiza a questão do gosto, mas define o que para ele seria um bom e mau cinema, e neste sentido acho autoritário e contraditório.

Ele diz que a “arte que se contenta em enviar mensagens não é arte, mas um veículo indigno da arte: isso vale para o cinema”. (Bergala, 2008: p.48) Um filme-arte é duradouro, “permanece vivo, contraditório, irritante e fascinante, cheio de invenções, que continua dando o que pensar quarenta anos depois de sua realização.” (Bergala, 2008: p.49) Por essa razão é natural que num primeiro encontro com um filme-arte, possa haver rejeição violenta, dificuldade de acesso, irritação, onde ainda representa uma possibilidade a ser trabalhada. O problema é quando a atitude for de indiferença, nada tocar o espectador de nenhuma forma.

Desafios para a escola

Bergala considera importante a escola preservar um acervo de filmes alternativos aos de cinema de puro consumo, para que os alunos possam ter autonomia de ver e rever um filme e ter acesso com mais facilidade.

4 propostas e desafios para o professor:

-Organizar a possibilidade do encontro com os filmes

Considerando que um primeiro encontro pode provocar revolta e choque, não é uma tarefa fácil, mas é necessário promover encontros dos alunos com filmes-arte, seja em sessões de cinema, em sala de aula ou cineclubes.

-Designar, iniciar, tornar-se passador

Diferente de muitas teorias pedagógicas, Bergala diz que o gosto pessoal do professor e sua relação íntima com as obras de arte é de extrema relevância, pois “quando aceita o risco voluntário, por convicção e por amor pessoal a uma arte, de se tornar ‘passador’, o adulto muda de estatuto simbólico, abandonando por um momento o seu papel de professor, tal como definido e delimitado pela instituição, para retomar a palavra e o contato com os alunos de um outro lugar dentro de si”. (Bergala, 2008: p.64)

-Aprender a freqüentar os filmes

Bergala sugere que as crianças sejam espectadoras-criadoras, fazendo uma leitura criativa do filme, não apenas analítica e crítica. A escola muitas vezes exige resultados rápidos e precisos, a partir de uma única exibição de um filme, fazendo às vezes, uma análise muito superficial, quando cada criança tem um tempo diferente de receber e relacionar-se com uma obra de arte. Ele considera de extrema importância respeitar este tempo. “O verdadeiro encontro com a arte é aquele que deixa marcas duradouras”. (Bergala, 2008: p.100)

-Tecer laços entre os filmes

O autor considera importante relacionar obras do presente e do passado, tecendo laços e buscando trabalhar uma consciência dessa relação, pois é importante “compreender como toda obra é habitada pelo que a precedeu ou lhe é contemporâneo, na arte em que ela surgiu e nas artes vizinhas, inclusive quando seu autor não o percebe ou o contesta.” (Bergala, 2008: p.68)

A importância do criar

Além de ir ao encontro do cinema-arte, Bergala considera ainda mais importante que os alunos tenham a experiência da criação. O fazer como aprendizado. Mas ressalta que o professor não deve exigir ou esperar que os filmes sejam narrativos, compreensíveis e bem acabados, pois é complexa a criação de uma história “com imagens e sons, decupagem, encenação, ritmos e significações” e demanda anos de maturação. (Bergala, 2008: p.175)

Ele ressalta a importância da experiência individual de cada aluno, em algum momento, já que na instituição escolar é normal haver divisões e papéis já formados. Esta oportunidade individual pode gerar autoconfiança nos alunos, e revelar habilidades até então desconhecidas, tanto para si, quanto para o grupo.

Perigos do storyboard

Em recente palestra no “Encontro de cinema e escola” em São Paulo (2011), Bergala afirmou desaprovar o uso de storyboard em sala de aula. Já no livro, ele defende que nenhum cineasta imagina primeiro uma cena em planos para depois visualizar o conjunto, mas sim o contrário, por isso submeter os alunos a desenharem o que planejam filmar seria inválido, porém ele cita uma experiência bem sucedida de composição planos com fotografias, para que os alunos pudessem visualizar e refletir sobre suas idéias, antes de executá-las, e neste sentido, não deixaria de ser uma forma de storyboard com uma diferença importante, desenhar é criar e depende de habilidades profissionais, que de fato, as crianças em maioria ainda não têm, mas com fotografias, elas estão compondo com o que já existe, e aí sim, pode ajudar a planejar e experimentar suas idéias antes de filmá-las. Ele diz que a máquina digital e  sua possibilidade de fotografar e manipular instantaneamente os resultados, observando e discutindo em grupo, tem “a vantagem de obrigar a pensar numa decupagem, e a se recolocar a cada imagem, a questão do ponto de vista, do eixo e da distância.” (Bergala, 2008: p. 194)

Sistematizando ‘a hipótese’

Após fazer este percurso na obra de Bergala, considero importante destacar os pontos principais de sua proposta que poderiam ser aplicados na prática em qualquer contexto escolar.

-Trabalhar com o cinema arte promovendo um encontro com a alteridade.
-Análise minuciosa de filmes ou trechos de filmes de arte a partir de um tema ou questão do cinema.
-Escola preservar um acervo de filmes alternativos aos de cinema de puro consumo.
-Organizar a possibilidade do encontro com os filmes (cineclube, cinema, sala de aula)
-Designar, iniciar, tornar-se passador (seleção de filmes sem desconsiderar o gosto pessoal)
-Aprender a freqüentar os filmes (rever os filmes, respeitando o tempo da criança)
-Tecer laços entre os filmes (relação cinema passado-presente)
-Decomposição de planos com fotografia digital
-Edição não-linear como oportunidade para repensar a criação.
-Alunos terem a oportunidade de criar algo individual e coletivamente
-Exercício: Minuto Lumiére  - resgate do primeiro cinema