Blog para publicação de RESENHAS de ótimos livros e que por um tempo serviu como exercício de escrita sobre a experiência do Mestrado em Educação. Aqui você encontrará: impressões, pensamentos, reflexões sobre as aulas, textos, livros, professores, colegas, e tudo que envolveu (e envolve) esta experiência fantástica de estudar, pesquisar, ler, escrever, produzir e re-inventar. (incluindo frustrações, inseguranças, desencontros e afins)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Um monstro de 3 (ou mais ) cabeças....
quarta-feira, 8 de junho de 2011
"A cultura da convergência" de Henry Jenkins
O livro se divide em 6 capítulos com uma rica introdução, posfácio e glossário. É completamente atual e referência para diversos segmentos do mercado e da pesquisa acadêmica. O autor estabelece relações entre conceitos contemporâneos com produtos culturais de mercado super conhecidos, como a franquia Matrix, Harry Potter, realitys shows Survivor e American Idol, além de falar do Photoshop e youtube, entre outros exemplos em textos extras.
O livro fala sobre o estado atual das mídias no mundo hoje. Mudanças ocorreram e continuam ocorrendo constantemente. É preciso compreender uma nova língua sobre este assunto. O autor tem o objetivo de “ajudar pessoas comuns a entender como a convergência vem impactando as mídias que elas consomem, e ao mesmo tempo, ajudar líderes da indústria e legisladores a entender a perspectiva do consumidor a respeito dessas transformações.” Ele pretende “descrever algumas das formas pelas quais o pensamento convergente está remodelando a cultura popular americana, e em particular, como está impactando a relação entre públicos, produtores e conteúdos de mídia” (p.39) “As velhas mídias não morreram. Nossa relação com elas é que morreu. Estamos numa época de grandes transformações, e todos nós temos três opções: temê-las, ignorá-las ou aceitá-las.”
“A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre o algo que todos veem!” (Arthur Schopenhauer – p. 16)
“Os produtores de mídias só encontrarão a solução de seus problemas atuais readequando o relacionamento com seus consumidores. O público, que ganhou poder com as novas tecnologias e vem ocupando um espaço na intersecção entre velhos e os novos meios de comunicação, está exigindo o direito de participar intimamente da cultura!” (espectador-produtor; leitor-autor; passivo-ativo – p.53)
Ele traz 3 conceitos-chaves:
Convergência dos meios de comunicação - “Fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídias, à cooperação dos públicos pelos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca de experiências de entretenimento que desejam”. Envolve “transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais.”
Cultura participativa - Participantes interagindo num novo conjunto de regras. Alguns consumidores tem mais habilidade em participar que outros. (cabe aqui ampliar esse número? Aumentar o número de espectadores com habilidades?!) “O consumo tornou-se um processo coletivo.”
Inteligência coletiva - “Nenhum de nós pode saber tudo, cada um de nós sabe alguma coisa; e podemos juntar as peças, se associarmos nossos recursos e unirmos nossas habilidades!” (inspirado em Pierre Levy – H.J. – p. 30)
Capítulo 4 – "Star Wars" e cultura participativa
Para educadores e pesquisadores da área, este é o capítulo mais importante e essencial!!
Meu resumo é bem maior, mas coloquei aqui algumas passagens principais:
“De que habilidades as crianças precisam para se tornar participantes plenos da cultura da convergência? A capacidade de unir seu conhecimento ao de outros numa empreitada coletiva (spoiler), compartilhar e comparar sistemas de valores por meio da avaliação de dramas éticos (fofoca, reality show), capacidade de formar conexões entre pedaços espalhados de informação (Matrix), expressar suas interpretações e sentimentos em relação a ficções populares por meio de sua própria cultura tradicional (Guerra nas estrelas) e a capacidade de circular suas criações através da internet, para que possam compartilhar com outros (cinema de fã) e por fim, a brincadeira de interpretar papéis (Harry Potter) como meio de explorar um mundo ficcional e como meio de desenvolver uma compreensão mais rica de si mesmo e da cultura à sua volta.” (p.248‐249) Esse é um domínio intelectual que só seria possível através de uma participação ativa.
“Não está claro se os sucessos dos espaços de afinidades podem ser copiados pela simples incorporação de atividades semelhantes na sala de aula. As escolas impõem uma hierarquia fixa de liderança (professor‐aluno) e possuem menos flexibilidade para apoiar escritores em estágios diferentes de escrita (e de aprendizado em geral).” Eles possuem mais liberdade sozinhos, quando não há os limites impostos pelas escolas. Os adolescentes até podem receber críticas severas na web, mas por decisão própria e enfrentando as conseqüências. (p.258)
“As crianças estão lendo livros e descobrindo que há mais coisas além da escola. Sua imaginação.” (p.271)
“Restringir a liberdade pode incitar a curiosidade e a rebeldia, levando aquele que se pretende proteger a tentar ultrapassar a barreira protetora, para ver o que está se perdendo. Mesmo se fosse possível manter as crianças longe de qualquer influência, isso as impediria de enfrentar situações que poderiam desenvolver maturidade para evitar perigos sozinhas.” (p.276)
“Ao tratarmos de pedagogia midiática, não podemos mais imaginá‐las como um processo em que adultos ensinam e crianças aprendem. Devemos interpretá‐la como um espaço cada vez mais amplo, onde as crianças ensinam umas às outras e onde, se abrissem os olhos, os adultos poderiam aprender muito.” (p.284)
Para falar da nova relação entre política e cultura popular, neste capítulo, o autor coloca como as manipulações de imagens e vídeos produzidas por eleitores, influenciaram as eleições de 2004 nos EUA e se tornaram uma tendência no ambiente político. (diversão séria, paródia, semelhança com charge)
“A atual transformação das mídias está provocando mudanças no modo como instituições cruciais operam (escolas?). Todos dos dias, vemos sinais de que práticas antigas estão sujeitas à mudança.” “Devemos continuar a fazer perguntas inquisitivas sobre práticas e instituições que as estão substituindo e estar abertos às dimensões éticas pelas quais estamos gerando conhecimento, produzindo culturas e nos envolvendo juntos na política.” (p.369)
“O surgimento da rede de computadores e as práticas sociais que cresceram ao seu redor expandiram a capacidade do cidadão médio de expressar suas ideias, fazê‐las circular diante de um público maior e compartilhar informações, na esperança de transformar nossa sociedade. Para isso, entretanto, temos de aplicar habilidades que adquirimos através de nossas brincadeiras com a cultura popular e dirigi‐las para os desafios da democracia participativa.” (p.346)
“O Youtube representa o encontro entre uma série de comunidades alternativas diversas, cada uma delas produzindo mídia independente há algum tempo, mas agora reunidas por esse portal compartilhado. Ao fornecer um canal de distribuição de conteúdo de mídia amador e semiprofissional, o Youtube estimula novas atividades de expressão – seja através de eventos como os debates da CNN/YouTube, seja em suas operações cotidianas. Ter um site compartilhado significa que essas produções obtêm uma visibilidade muito maior do que teriam se fossem distribuídas por portais separados e isolados”. Além disso, “funciona como um arquivo de mídia onde curadores amadores esquadrinham o ambiente à procura de conteúdos significativos, trazendo‐os a um público maior (por meios legais e ilegais). Colecionadores estão compartilhando material antigo, fãs estão remixando conteúdos contemporâneos; e todo mundo tem capacidade de congelar um momento do “fluxo” das mídias de massa para tentar concentrar a atenção no que acabou de acontecer. E por fim, o Youtube funciona em relação a uma série de redes sociais, e seu conteúdo se espalha em blogs, mensagens, publicações e afins. Poderia ser descrito como “mídia espalhável”, que significa permitir falar sobre importância de distribuição na criação de valor e reformulação de
sentido dentro da cultura do Youtube”.“Ele é um ambiente de participação que acontece em três níveis diferentes: produção, seleção e distribuição., Foi o primeiro a unir estas três funções numa única plataforma e a direcionar tanta atenção ao papel das pessoas comuns nesta paisagem transformada pela mídia”. (p.348 – 349)
“Não se pode produzir uma cultura nova a partir do nada. Estamos, hoje, como seres culturais, ocupando um conjunto de símbolos comuns e histórias que são fortemente baseadas nos produtos do período industrial. Se formos produzir nossa própria cultura, apresentando‐a de forma legível, e produzi‐la para uma nova plataforma que atenda as nossas necessidades e conversações de hoje, devemos encontrar um modo de recortar, colar e remixar a cultura atual.” (p.356)
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Estes são alguns modestos apontamentos de um livro de mais de 400 páginas, que considerei importantes ressaltar aqui no espaço do blog. O resumo original tem 40 páginas e aqui ele ficou ainda mais reduzido para não ficar cansativo. São vários exemplos e abordagens que já dão uma boa margem do que se trata o livro!!! Leitura obrigatória para pesquisadores do assunto!!
"Pedagogia do bom-senso" de Célestin Freinet
A demanda de leitura do mestrado me consome bastante tempo, mas finalmente consegui destacar todas as passagens importantes de uma pedagogia, presente neste livro, que considero fundamental.São passagens belíssimas e inspiradoras para qualquer pessoa apaixonada, que se proponha a educar!
Reforço que meu trabalho no momento não é articular estas passagens em outros contextos ou com minha pesquisa, mas somente destacá-las, para futuramente usá-las em citações e articulações, na escrita da minha pesquisa.
Compartilho no blog e na web, por acreditar numa "cultura participativa" e "inteligência coletiva", onde os usuários podem trocar informações e conhecimento, numa troca produtiva e mútua!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
"No mesmo barco: ensaio sobre a hiperpolítica" de Peter Sloterdijk
Uma frase. Muitos desdobramentos possíveis!
Ainda com as ideias e conceitos desordenados, consegui pescar algumas coisas com a esperança de ter entendido pelo menos algumas passagens dos escritos do autor. Em geral, acredito que o que vivenciamos hoje em relação à política, cada vez mais insustentável na estrutura em que se encontra e o constante individualismo da humanidade, segundo o autor, eram inevitáveis de acontecer. A humanidade caminhou para este destino desde o princípio, e com vocabulário rebuscado, desconstruindo palavras e conceitos, trazendo outras vozes, Sloterdijk nos conta essa trajetória com bastante coerência.
Ao ler um texto complexo, não acho possível compreender tudo de uma vez só, por isso destaco aquilo que me saltou aos olhos. Destacar algumas passagens e impressões em leituras de mestrado me parece um exercício importante e até necessário, quando surgir a necessidade de revisitar algum trecho e não houver tempo de revisá-lo por inteiro.
Quando o autor nos fala que "o mito de Babel apresenta a expulsão da humanidade de um paraíso unitário, cujo conteúdo político poderia se caracterizar por um nome: consenso." Me fez pensar na impossibilidade de haver consenso entre todos nós. Somos tão diferentes, com visões tão múltiplas, então como pensar da mesma forma e querer as mesmas coisas?! Basta observar a grande polêmica que se estabeleceu no Senado com a questão da legalização da Homofobia. “Deputado Jair Bolsonaro e senadora Marinor Brito trocam ofensas após sessão” noticiou o jornal. Independente de que posição eu possa assumir, cada um tem seus motivos e verdades, que defendem com unhas e dentes. Assim como eu acho que um é completamente irracional com seus argumentos, outros pensam justamente o mesmo daquela que eu apoiaria. “O mundo é tudo o que é, para o ilhéu que vive em harmonia com os outros; verdade é aquilo a que se pode conectar a partir da ilha; o que não pode ser para o ilhéu, nunca terá sido.” Talvez por isso, nenhuma decisão consiga ser tomada. Cada um acredita na sua verdade. Não há consenso, infelizmente! (ou felizmente?!) "Quanto mais tempo acumularmos experiências com quem pertencemos, tanto mais clara aparecerá a evidência de que não temos qualquer capacidade de pertença” e a “mais primitiva forma do pertencer-se coletivamente é transmitida pela arte de deslocar pessoas para um interior comum e ampliado”.
Partindo do pressuposto de que “política é a arte de organizar os laços ou forças de ligação que abrangem grupos de até milhões de membros, e para além disso, numa esfera de elementos comuns – seja o elemento comum nefasto do sofrimento sob a tirania ou o elemento comum saudável de uma cooperação entre pessoas competentes na democracia”, Sloterdijk parece nos dizer que esta arte hoje, é a da impossibilidade.
A humanidade parece estar sempre num jogo de idas e vindas. De apegos e desapegos. Um ciclo contínuo, não em círculo, mas espiral. Existe a necessidade de crescer, evoluir, mas com ela vem o sofrimento, necessário para o equilíbrio, já diria Jung. Nietzsche, bastante referenciado no texto de Sloterdijk, trouxe uma passagem fundamental, que me faz pensar sobre educação. Dizia “que nós plantamos, para que as gerações futuras possam colher”. Não há como saber o resultado do que fazemos hoje. Talvez não importe o resultado, mas sim o processo. Então, num mundo onde reina a impossibilidade da política e do consenso, como educar? Como governar? Como viver em sociedade? Viver em harmonia é e será possível?!
Há duas passagens sobre amizade e reflexão, extraída da filosofia grega, que achei muito interessantes: “a melhor vida consiste em trocar com amigos todos os dias, algumas palavras sobre as grandes coisas.” Seria filosofar? Refletir sobre as coisas e o mundo? Estaria aí a grande motivação para o mundo “girar” em espiral?! Não parar de pensar sobre as coisas, ainda que estejamos vivendo numa era do não-pensar?! E não só pensar, mas pensar entre amigos, entre aqueles onde há afinidade, pois “amigos são homens que, em seus caminhos pelos altos e baixos do Grande, se interpenetram”. Refletir e trocar. Transformar?!
Neste sentido, refletir também poderia significar sofrimento. “Viver na cidade para muitos também significa sofrer com a cidade” e “não se educa o homem que não sofre flagelos” (Goethe). Refletir é sofrer? Refletir é transformar-se? Todos querem e gostam de refletir? Sloterdijk diz que a dor, na grande civilização age de formas diferentes. Em alguns é “estimuladora” e em outros “obstruidora”. Para uma minoria, a carência tem efeito educador e para maioria, age como destruidora de almas. Duas naturezas fundamentais opostas, em possível conflito. Seria a metro-política? Uma inevitável tensão entre centro e periferia? Para governar então, e exercer política, não seria preciso abstrair-se?! “O homem político é aquele que apresenta e representa o poder”. “Só quem praticou de perto o separar-se pode representar o abstrato”. Isto exigiria um “sacrifício da alma”. Seria esta a explicação dos constantes casos de corrupção? A abstração é tão grande que acaba também eliminando o senso do coletivo?
Num mundo onde tendemos ao desprendimento, inseridos em ambientes virtuais, criando e usufruindo de mecanismos que trazem cada vez mais conforto e autonomia, como querer pertencer? Não buscávamos autonomia? Liberdade? Desprendimento? Parece então, improvável viver o coletivo, se o que todos querem é viver o singular. Ao desapegar-nos de Deus, do Estado, da sensação de unidade, e lutarmos pelo múltiplo, pela autonomia e liberdade de pensar e agir, carregamos conosco o fardo, o paradoxo de viver. “Onde quer que surja algo politicamente Grande, certamente haverá um contra-peso por perto”. Ao desejarmos viver desta forma, impossibilitamos a convivência do coletivo em sociedade, então parece natural haver tantos conflitos. Poderia ser diferente? Deveria? “Pós-modernidade é a época do ‘depois de Deus’”.
“De fato, não sabemos que tipo humano seria necessário para preencher os espaço vazios, e que treinamentos devem ser desenvolvidos para que seja reduzida a enorme lacuna entre a forma mundial global e as psiques locais” e “partes consideráveis das populações virarão as costas, com indiferença, a tudo que é político”. (já não viraram?!) “É bom preparar-nos para combates seculares entre as regiões do mundo moderno-globalizadoras e as conservadoras-resistentes”, afinal “num mundo sem forma e numa sociedade sem identidade, são maciçamente tramadas retomadas, renascimentos e reconscientizações de valores antigos”. (uma luta de valores? Aprovar ou não a lei contra a homofobia? Quem é melhor que quem?!)
Talvez a “cura” seria voltar a apegar-se. “A arte do pertencer-se só pode recomeçar a partir das pequenas ordens.” A salvação da humanidade estaria em pequenos grupos. Seria o “semear” de Nietzsche?! E uma possível “anarquia”?! Sloterdijk diz que observando o percurso da História da Humanidade, pode-se aprender duas coisas: “as tentativas de produzir comunidades em grande escala acabam em totalitarismos” e “um descuido das pequenas unidades, deve, a longo prazo, levar a becos psico-patológicos”. O autor diz ainda que “falta à teoria e prática, implantação de uma política para uma era sem impérios”. Seria esta a hiperpolítica?
“Uma sociedade hiperpolítica é uma comunidade de desafio que no futuro também apostará no aperfeiçoamento do mundo; o que ela tem a aprender é um meio de transformar seus ganhos de tal forma que depois dela ainda poderá haver ganhadores.” Talvez ensinar a semear! Ensinar a continuar refletindo, inquietando-se e com estas inquietações, manter a vida em “espiral” rodando!
terça-feira, 1 de março de 2011
1ª Capacitação do CDI para Educadores 2011

Foram cerca de 7 dias de trabalhos intensos, das 13h às 18h, com palestras, dinâmicas, atividades à distância, lanchinhos, "conversinhas de corredor" e debates sobre vários assuntos associados à inclusão digital e metodologia do CDI.
Foi uma experiência bem bacana e uma oportunidade de conhecer melhor o trabalho que a ONG faz, contribuindo para projetos de inclusão digital, além de conhecer uma galera "sangue bom" e empenhada em fazer do seu trabalho, uma oportunidade de futuro melhor para nosso país.
Infelizmente não poderei assumir nenhuma função no momento, nem de educadora ou assessora, por estar com viagem de lua-de-mel marcada em abril, mas espero que os contatos e parcerias feitas, possam me trazer bons frutos futuramente!
A experiência contribuiu inclusive para rever meu projeto de pesquisa do Mestrado e alterar meu vocabulário para "inclusão digital através do cinema". Será?!!
Energia renovada para a volta às aulas e leituras densas, depois de uma maratona desgastante de prepativos pro casório que acontece dentro de 1 mês!!
Para saber mais:
CDI - Criado em 1995, ano em que a internet chegava ao Brasil, o Comitê para Democratização da Informática – CDI tornou-se pioneiro no movimento de inclusão digital na América Latina e um dos principais empreendimentos sociais no mundo, com uma abordagem socioeducativa diferenciada e um modelo único de gestão, visando à sustentabilidade do projeto. É uma organização não-governamental que utiliza a tecnologia como ferramenta para combater a pobreza e a desigualdade, estimular o empreendedorismo e criar novas gerações de empreendedores sociais. Atende cerca de 13 países e possui mais de 20 escritórios no Brasil. A Rede CDI estende-se aos lugares mais remotos da América Latina e do Brasil, como a Amazônia, beneficiando pessoas de diferentes faixas etárias, culturas, raças e etnias.
Site: http://cliquefuturo.org.br/ e Blog: http://cdisantacatarina.blogspot.com/


